Feminismo parte II

Feminismo, do dicionário: doutrina social que concede à mulher direitos civis e políticos iguais aos do homem.

É claro que, como sobre todos os assustos, há pessoas extremistas, mas uma causa não pode ser julgada por uma minoria, uma causa deve ser julgada por sua ideia em essência e a essência do feminismo é garantir às mulheres os seus direitos, o seu direito a um salário tão bom quanto os dos homens, garantir que uma mulher que use roupas curtas não seja estuprada, garantir respeito…

Queremos apenas o que é justo, não queremos supremacia, favorecimento, queremos respeito como seres humanos, temos direito à igualdade, à liberdade.

Se para isso tivermos que tirar nossas blusas em protestos, tiraremos, posto que não há vergonha nenhuma nisso, a não ser que também seja vergonhoso que um homem tire sua camisa. Por acaso os homens são hostilizados quando andam pelas ruas sem camisa? Por acaso os homens recebem cantadas desrespeitosas ou são ofendidos por estarem sem camisa? Então as mulheres também não deveriam ser.

Um dos maiores problemas que o feminismo enfrenta é que nós mesmas, mulheres, que fomos criadas em uma cultura patriarcalista, machista, preconceituosa; nós que fomos ensinadas que o nosso lugar é em casa, cuidando do marido, dos filhos.

Nós temos que nos fazer entender: nosso lugar é aonde quisermos estar! Se eu quiser ser dona de casa, eu estarei em casa, se eu quiser vendedora, estarei em uma loja, se eu quiser ser delegada, estarei no Departamento de Polícia, se eu quiser prostituta, é o que farei. A profissão à qual eu decidir me dedicar não me torna melhor ou pior que outros seres humanos, o que torna uma pessoa pior que outra é roubo, matança, estupro, desrespeito, sua índole, seu caráter.

Julgue um ladrão, um assassino, um estuprador, um pedófilo, não uma saia curta.

Quando cobrar alguém que seja um político corrupto, os irresponsáveis que deixam criminosos nas ruas e cobre a si mesmo, para que se lembre de fazer a sua parte frente à sociedade, mas deixe as mulheres livres para seguirem os seus caminhos, para serem humanas, como qualquer homem.

Lutar por direitos iguais em uma sociedade acostumada à desigualdade, ao preconceito, ao extremismo é extremamente desgastante, não há apoio suficiente para que possamos nos fortalecer.

A prova disso pode ser observada na literatura, no cinema, na música, que estão presentes em nossas vidas todos os dias, que expressam ideias ultrapassadas e dolorosamente machistas e as passam à sociedade.

Uma sociedade acostumada a não questionar os valores que lhe são passados. Uma sociedade preguiçosa, conformada, explorada, uma sociedade que esquece de sonhar e buscar as melhorias que merece.

A mudança se faz necessária, urgente, difícil, a luta é árdua, mas seguiremos em frente, buscando nossos direitos, respeitando cada ser em busca de sermos respeitadas.

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