Abraço I

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Caroline abraçou-me, chorosa, sem nada dizer; mantive-a em meus braços, afaguei seus cabelos e dei a ela meu calor. Passaram-se 10; 20; 30 minutos e então ela finalmente olhou em meus olhos.

Seus olhos vermelhos, seus lábios tremendo, seu rosto corado.

– O que aconteceu, amor? – acariciei levemente o seu rosto.

– Sonhei que você não me amava mais.

– Chorou meia hora por um sonho bobo?

– Não foi bobo.

Seguei seu queixo e sorri.

– Eu nunca deixarei de te amar.

– Mas você acredita que opiniões mudam, que pessoas mudam…

– E mudam, mas este meu eu sempre vai amar este você.

– Isso é ridiculamente reconfortante, mas me faz ter medo de mudar, medo de me tornar alguém que você não seja capaz de amar.

– O meu amor é espontâneo e depende mais das mudanças que ocorrem em mim do que das que ocorrem em você.

– Então…

– Amor, todos mudamos o tempo todo, não controlamos isso, podemos até mentir para nós mesmo (e isso pode nos levar à loucura); não tenha medo de mudar, apenas tenha cuidado com as mudanças, não se deixe tornar alguém que você mesma não possa amar. E entenda o que o mais importante não é por quanto tempo duas pessoas se amam…

Nesse momento Caroline sorriu radiante e completou:

– Mas a intensidade, o comprometimento, as intenções desse amor que realmente importam.

Caroline beijou-me e aproveitou o nosso amor, eterno em seu momento de glória.

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