Embriagada

Eu queria mais um gole, mesmo sabendo que já estava zonza, eu queria mais, eu queria apagar a tua existência da minha memória. Mas mesmo que minha cabeça esquecesse de ti, de tudo o que eu senti, talvez meu corpo ainda lembrasse do teu toque, da tua boca nos meus seios, das tuas mãos nos meus cabelos, ah!, de ti, inteiro, dentro de mim…
Eu não chorei. Não. Nem uma lágrima. Mas ainda martelava em meus olhos a imagem do teu corpo junto ao dela. A vadia.
Eu poderia me enganar, dizer que é culpa dela, ir atrás dela e socar sua face até que ela se tornasse irreconhecível, mas eu sabia que a culpa era tua. Tu, só tu, tinha a culpa de esmagar meu coração e qualquer sentimento bom que eu ainda tivesse. Então, eu queria estar entorpecida.
Mais um gole.
Ou dois.
Uma garrafa.
Quando a manhã chegasse eu teria que lidar com a dor de cabeça. Só pude desejar que ela fosse forte o suficiente pra não pensar em ti. Maldito.
Consumiu os meus dias, aqueceu minhas noites, falou as palavras certas nos momentos certos, só para demonstrar de todas as formas erradas que não era amor, era sexo.
Tantos goles.
E eu só consigo pensar em ir pra casa e apagar qualquer traço da tua passagem pela minha história.
Nem mais um gole. Tu é a bebida que eu vou jogar pelo ralo, espera só eu chegar em casa.

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