Estranha (das coisas que eu sou)

Eu sempre fui tachada como uma pessoa estranha.

Talvez seja o meu jeito não-feminino de agir, ou porque eu não gosto de usar brincos, porque minhas roupas não são adequadas à uma “mocinha”, porque eu nunca me preocupei em classificar as pessoas em gênero ou sexualidade, porque eu não gostava das mesmas coisas que as outras meninas, porque eu não sou capaz de ver as coisas como os outros veem.
É, devo ser estranha mesmo.
Deve ser estranho ver uma mulher que não se preocupa em ser atraente para os outros e sim para si mesma, e que, para isso, é o natural, é uma ideia própria independente do conformismo, das modinhas, das obrigatoriedades sexuais.
Deve ser esquisito mesmo que eu só precise de papel e caneta pra que tudo fique bem.
Deve ser porque eu sou mulher e não um conceito pré-estabelecido.

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2 thoughts on “Estranha (das coisas que eu sou)

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