Mirror: qual reflexo é você?

Nessas épocas conturbadas de eleições, onde o “disse que me disse” é mais forte que os fatos, fica claro como todos nós, como população brasileira, temos uma imensa dificuldade para definir a real importância da política em nossas vidas.

Algumas pessoas acreditam que todos os políticos são corruptos, outros acreditam que existem uns “menos piores” lá no meio. O que realmente importa é que a política empregada em nosso país, em nossos estados, em nossas cidades é imprescindível para o desenvolvimento ou retrocesso de nossa sociedade.

Hoje minha irmã (beijo, sua linda) me deu uma tarefa complicada: “Os políticos são um reflexo do povo ou o povo é um reflexo dos políticos?”.

Vamos, primeiramente, analisar contexto histórico do Brasil: fomos colônia de Portugal, nossa tarefa era sustentar a metrópole, que nunca se importou com as nossas necessidades como nação, nos tratou como meros empregados, como uma forma de sustento.

Nossa situação mudou quando a corte portuguesa se instalou no Brasil, mas ainda éramos governados inteiramente por portugueses, e fomos ainda até a expulsão de D. Pedro II.
A política instaurada no Brasil depois disso foi a portuguesa, nunca chegamos a buscar desenvolver uma forma de governo que suprisse realmente nossas necessidades, apenas copiamos outras formas conforme a necessidade momentânea, sem nunca pensar os efeitos a longo prazo das medidas adotadas por nós.

Agora, antes de prosseguir, eu quero evidenciar a definição de corrupção: Ação ilícita desenvolvida pelo homem, com o intuito de tirar proveito para si.

Dito isso, quero lembrá-los que por ação ilícita classificam-se, também: furar fila, forjar dados para pagar valores menores no imposto, forjar dados para encaixar-se em cotas ou outros benefícios sociais dispostos pelo governo, mentira, trapaça, omissão, etc.

Os políticos nada mais são do que pessoas, parte da população brasileira, como eu, como você, então se nós furarmos filas, mentirmos, trapacearmos estaremos fazendo tanto pior quanto eles, não?

– Ahh, mas eu sou diferente…

Não é, somos todos parte de um mesmo sistema que prioriza o ganho momentâneo (chamado de jeitinho brasileiro), que não se importa com o que acontecerá com os outros contanto que haja vantagem própria.
Nossas ações refletem as ações dos outros, então quem vai fazer a primeira ação em prol de outrem? Quem dará continuidade? Somos eu e você, seria legal se fizéssemos algo melhor juntos.

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