O fim é belo, incerto – depende de como você vê

A certeza de que seria uma noite maravilhosa estava enraizada em todas as expectativas.
Os olhos no palco. O coração batendo forte. Luzes apagadas. Todos a seus postos.
Meus ouvidos, meus olhos, meu coração vibraram como um, inundados por poesia que se vê, ouve e sente.
As músicas tão bem conhecidas, as danças maravilhando-me e fazendo com que me sentisse uma criança em um mundo encantado e só meu e aquilo tudo ali dentro, a minha tempestade particular fazendo bagunça.
Os sorrisos e – admito – até algumas lágrimas transbordaram junto à minha voz cantando cada canção, dando à cada palavra toda a saudade, o carinho, a esperança, a tristeza, a felicidade.
Tudo acontecia em mim ao mesmo tempo. Eu era tudo. Eu era nada. Eu era o som. Eu era a luz. Eu era uma criança que nunca vai esquecer toda a gostosura dessa noite.
A unanimidade que exigiu “mais um” ao final do show pode comprovar que não era apenas em mim, eram vários mundos juntos e isolados ao mesmo tempo ali. Então quando “mais um” virou mais dois e três eu já não queria mais sair dali de jeito nenhum.
De certa forma eu não saí, ainda estou lá naquela última música com o coração repleto de um “só enquanto eu respirar vou me lembrar de você, só enquanto eu respirar”.
Para quem não acredita em eternidade aqui vai uma novidade: meu mundo parou naquele momento e ele agora é eterno dentro de mim.

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