#3

Os dias passaram e eu ainda sinto os efeitos do show dançando em meu corpo e a minha mente canta sem parar com um bom humor que chega a ser irritante para os outros. É quase natal. É quase ano novo. Quase um ano sem ninguém “especial” e eu finalmente aceitei que não preciso de corpos pra ser feliz.
A vida é pura ironia.
É estranho aceitar que não preciso de um homem ou de uma mulher pra preencher as noites sendo uma pessoa romântica. O mundo me pegou de jeito, me mostrou que – na verdade – só preciso de mim, o resto é bônus – luxo.

She might’ve let you hold her hand in school
But I’mma show you how to graduate

As desilusões vêm logo depois das expectativas. Parei de pensar nessas coisas, agora eu só deixo a música tocar.

No, I don’t need to hear you talk the talk
Just come and show me what your momma gave

Eu já não sou mais uma garotinha de coração partido que não sabe o que fazer com as lágrimas. Agora eu vou direto ao ponto porque eu sei o que eu quero e o sexo não é mais uma fuga é um prazer.

Bang bang into the room (I know you want it)
Bang bang all over you (I’ll let you have it)

São poucas as coisas que eu sei fazer, mas quando eu quero fazer, ah!, eu faço bem.
Os livros estão amontoados. Tantas folhas com tantas histórias atulhadas na gaveta. A música toca. O corpo quente. De alguma forma eu evoluí – sempre penso nos pokemons. A noite clama por sua saudosa filha. Eu vou dançar a noite inteira.

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