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A temperatura começa a mudar, entra em ação uma dança entre frio e calor que põe todos na cama. Ótimo lugar para se estar com um livro e um copo de vinho.
Como se eu precisasse de uma gripe para isso.
Mas já não é bem assim, porque as noites solitárias se foram, mesmo que por um curto período, e eu tenho aqui o corpo dele outra vez.
Minha tartaruga aconchega-se sobre o cobertor e adormece. Ele acaricia meus cabelos enquanto leio o mesmo livro pela enésima vez.

Ouvimos o vento lá fora, mas aqui dentro temos um mundo inteiro só nosso. Feliz.
Teste de amor, por aqui, é usar meu pijama de bolinhas coloridas. Ele acha graça.
Quando cansa de me ver enquanto leio ele começa a declamar as falas em meus ouvidos. Arrepios.
Eu aproveito esses momentos, dois dias de carinho, que serão seguidos de mais três meses de saudade.
Então quando ele pega o ônibus eu choro pela primeira vez desde que ele se mudou para São Paulo.
Porque eu estava acostumada  com os carinhos constantes.
Porque eu amei a surpresa.
Porque ele cuidou de mim enquanto eu tinha febre.
E porque eu o amo, mesmo que não seja como ele queria, mas como eu posso.

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