Nostalgia: de 2007 para a vida

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O ano era 2007 e eu lembro de não me acertar muito bem com as meninas porque elas tinham um papo que não me agradava 100% e o mesmo acontecia com os meninos, com quem eu adorava jogar futebol e falar de vídeo game, mas detestava o modo como eles falavam sobre as meninas. Então, do nada, eu conheci uma menina que tinha certeza que jamais seria amiga de alguém esquisita como eu, como resultado nos tornamos amigas inseparáveis (ou quase) e, um pouco mais tarde, um menino que não era exatamente como os outros (e eu não ia demorar a descobrir por quê) e uma menina baixinha de coração enorme que, de muitas formas, mudou minha vida.
Lembremos: em 2007 eu usava saia, coturno e uma jaqueta jeans muito maneira (que eu guardo com carinho e até uso ainda algumas vezes) e achava que estava contra o mundo e que o mundo estava contra mim.
A amiga que me achava esquisita nunca teve tanto em comum comigo, nossos jeitos são diferentes e muitas das coisas que gostamos não são nem um pouco parecidas; as coisas que realmente temos são as que construímos: as memórias das bobagens ditas, dos filmes assistidos, das músicas que cantamos. Lembro vagamente que os professores nos colocaram uma em cada canto da sala de aula. Nos tornamos impossíveis juntas. Uma dupla dinâmica – dinâmica até demais.
O meu menino, aquele que não era como nenhum dos outros, me encantou e eu me apaixonei por ele avassaladoramente – não da forma romântica, mas de uma maneira bonita que dura ainda -, tinha um quê de divertido e uma espontaneidade que eu ainda não encontrei em nenhuma outra pessoa. O meu menino me ensinou tanto sem que nada fosse dito e foi essencial para que, mais tarde, eu descobrisse e aceitasse tantas coisas sobre mim mesma. Ele que sempre foi o tipo de presença que só faz bem e que sempre me curou só de estar ao meu lado quando as coisas ficaram ruins.
Ainda há essa outra menina, com quem a literatura se tornou ainda mais divertida e com quem eu desenvolvi muito minha escrita e, creio que nunca agradeci por ela ter me mostrado o quanto eu amo escrever. Nossa amizade surgiu com McFly e fanfics, mas, em algum momento, vimos nossas almas como gêmeas e os nossos chás têm várias vezes o mesmo gosto.
Falo dessas três pessoas porque estamos chegando em 2016, 9 anos desde que as conheci, e elas ainda estão presentes na minha vida, cada uma do seu jeito, cada uma sendo importante, especial e substancial para a minha vida e cada uma mantendo uma relação maravilhosa de intenso amor comigo. Eu poderia ficar agradecendo e tentando explicar de mil formas o meu amor por cada uma dessas criaturinhas, mas elas sabem exatamente o que eu quero dizer sempre que nos abraçamos.

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