Lucas era um fantasma. Sim, você leu certo. Ele vivia, é verdade, mas ao mesmo tempo não estava realmente ali.
Quando Lucas falava era apenas um sussurro, como o soprar do vento. Ninguém sequer virava a cabeça para ver de onde vinha aquele som.
Quando Lucas andava pelas ruas, o que era raro, ninguém o via. Lucas era menor que uma sombra, invisível como vidro.
Lucas não tinha família, não se lembrava se um dia tivera, sempre fora só ele e ele só.
Quando a chuva fina caía, ele abria as janelas, pois todos os outros as fechavam.
Quando a sol surgia claro e brilhante e todos abriam suas janelas, Lucas as fechava e se escondia no frescor aconchegante da escuridão.
A única ‘bola luminosa’ de que Lucas gostava era a lua, pois ela, assim como ele, vivia na noite, longe dos olhos de todos.
Havia uma pequena estrela que sempre acompanhava a lua e Lucas ficava triste, pois ele era sempre só.

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