POA – RJ

Acordar às 4 da manhã é bom quando o objetivo é uma viagem maneira (essa pode ser a primeira e a última vez que eu digo isso haha).

Tudo nessa viagem é novidade para mim, ou seja, eu me sinto uma criança descobrindo o mundo – e talvez o seja. Tudo me impressiona, as ruas vazias da manhã por nascer (ainda em Porto Alegre), o tamanho do aeroporto, as pessoas que agem naturalmente na fila do despache de bagagem.

Entramos no avião por baixo, o que significa que pegamos um ônibus para ir até ele e eu pude ver os inúmeros aviões com sua grandeza – que faz duvidar que eles possam mesmo subir aos céus.

O nascer do sol visto pela janelinha do avião é devastador, talvez porque há muito tempo eu já não via o sol nascendo. 

Sempre disseram que eu vivo com a cabeça nas nuvens, mas cá estou eu acima delas, voando no horizonte, onde todas as fantasias são reais e a realidade é fantasia.

Lembro de ver o sol refletindo na colcha branca, os olhos chegam a doer, mas meus olhos não desviam e então cai uma lágrima. Quanta poesia o mundo faz por si só e o Rio é uma grande poesia, dessas meio sem pé nem cabeça, cujos versos são incomuns, mas cujo conjunto é de tirar o fôlego.

O metrô, as pessoas, a vida, tudo parece diferente – porque é -, tudo parece estranho – porque é – , eu começo a me tornar um novo eu, um eu mais mundo, mais sonho e mais realização.

No fim do dia, com os pés cansados, só consigo sorrir e esperar pelo dia de amanhã.

Que jeito maravilhoso de me despedir de meus 22 anos.

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